Tão enfático quanto José Wilker...
Desta vez resolvi inovar e postei uma análise em vídeo da 79ª premiação do Oscar. Não deixem de comentar!!!








Lily Allen: sensação musical graças a maneira "despojada" de ser
Se você está à procura de um popzinho suave e descolado, capaz de rolar na MTV, mas com personalidade própria, uma boa pedida é conferir o álbum Alright, Still... da inglesa Lily Allen. Muito bem executado e com letras pra lá de inusitadas, Allen é séria candidata a se tornar a nova queridinha da mídia.
Tudo graças à sua sinceridade. Depois de um mal sucedido disco de estréia, “Lily the Kid”, como é conhecida na Inglaterra, não deu bola para os executivos de sua gravadora e manteve o teor sarcástico de suas canções, de letras bem pessoais e, em alguns casos, sem muito pudor.
A decisão fez com que a cantora não recebesse o aval dos “engravatados da música”. Ainda sim Allen se mantinha irredutível, e já que estava sem gravadora, resolveu divulgar suas canções através de sua página do Myspace: http://www.myspace.com/lilymusic. Não demorou para que Lily conquistasse o maior suporte que um artista pode contar: uma legião de fãs. Em pouco mais de um mês as músicas já haviam sido acessadas mais de 1 milhão de vezes. Lily se tornou a mais nova celebridade do mundo virtual, um sucesso tão retumbante para qual nenhuma gravadora poderia fechar os olhos.
Quando já podia escolher em qual selo ficar, Lily optou pela EMI, mas não abandonou a Internet. A cantora continua atualizando regularmente sua página pessoal do Myspace e um blog: http://www.lilyallenmusic.com/. Neles podemos conferir um pouco das desbocadas letras que garantiram o sucesso da cantora. Um exemplo? Que tal o hit Smile: “When you first left me I was wanting more. but you were fucking the girl next door, what you do that for?” “Quando você me deixou eu queria mais, mas enquanto você fodi@#$ a vizinha, o que você queria?”. Tudo isso produzido de forma açucarada, prontinho para ser o sucesso da estação. Alguém duvida?




Número 1
A primeira edição estampa Gisele Bündchen na capa, “a maior pop star brasileira”, cparafraseando a revista. Isto revela que a edição nacional está preocupada em ser vista como um produto legitimamente nacional – mesmo que Gisele seja um ícone do Brasil com “Z”. A matéria de capa, de Ademir Correa, é bem escrita, mas não consegue fugir do lugar comum que são as entrevistas com a supermodelo.
Se destacam mesmo as matérias de menos destaque, como a entrevista com “Anel”, advogado do PCC; a reportagem que traça o perfil de Mariana Ximenes (na minha opinião, a atriz mais talentosa da nova geração); um panorama a produção cultural do Acre e a entrevista com o ator Jack Nicholson. Também se destacam as ótimas análises sobre os principais lançamentos no mundo da música, cinema e literatura. O legal é que apesar de ser um veículo extremamente comercial, a revista consegue dar grande espaço para produções independentes (indies).
Outro ponto forte, principalmente para quem gosta de quantidade, é o próprio tamanho da revista (138 páginas de 36x30 cm). Diagramada em quatro colunas por página e utilizando fonte Times New Roman tamanho 10, a revista é um verdadeiro oceano de informação. Se uma revista como a SET, com 82 páginas, pode ser “devorada” facilmente em apenas uma tarde, a Rolling Stone exigirá pelo menos o triplo de tempo para ser “absorvida”.
Em suma, uma ótima pedida para quem quer se manter antenado no mundo da música e cultura pop em geral. Espero apenas que a revista corrija alguns deslizes para sua próxima edição. Se a revista quer realmente ter uma imagem de produto feito no Brasil deve corrigir detalhes como o excesso de expressões estrangeiras. Se o motivo era tentar ser mais "cool", posso dizer que não ficou, de fato, "legal".
Mas a Internet é uma inimiga?
Este aumento de publicações que percebo nas andanças por bancas de revistas me deixa, no mínimo, curioso. Vivemos na era da Internet, a enciclopédia-mor da linguagem pop, e tenho certeza de que o grande público visado por estas publicações já está inserido neste contexto virtual. Então por que as pessoas passaram a procurar mais informações sobre algo que elas poderiam encontrar na rede facilmente?
É certo que a maioria destas novas publicações mal chegam a um ano de vida, fruto do mau planejamento que assola todos os campos de negócios em nosso país. Mas para cada uma que desaparece, outras duas dão as caras.
Isto deve provar definitivamente que a Internet e sua linguagem de hiperlinks são um estímulo para pessoas procurarem cada vez mais informação sobre o que lhes interessa. A rede pode até ser inimiga de algumas publicações, mas usada corretamente, se configura em uma grande isca para leitores em potencial.